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Resenha | Ink Me - Natalia Saj

01 junho 2020

Título: Ink Me 
Autor: Natalia Saj
Editora: Amazon
Número de Paginas: 482
Onde comprarAmazon


Sinopse:

Cara Wilson é uma artista viciada em controle e coberta em dívidas, que vive de aluguel em um pulgueiro. Tem uma vida dura, um salário que mal paga a comida, e um passado cheio de complicações.

Após perder todas as oportunidades de emprego, Cara encontra a luz do fim do túnel no Ink Me, um estúdio de tatuagem no centro de Toronto, popular como seu dono frio, irônico e debochado, Derek Jones.

Vulgarmente conhecido como Hammer, Derek é o típico personagem durão e desprovido de sentimentos, orgulhoso e em uma luta eterna com seus fantasmas do passado, como um grande segredo sobre sua família, uma terrível lembrança de sua ex-namorada e um alter ego perigosíssimo.

Será que Cara e Derek, tão diferentes, se destruirão em orgulho e controle? Ou eles travarão uma luta muito maior do que o Ink Me? Uma leitura cheia de orgulho, desejo, traumas, poder e obsessão. Como uma tatuagem, Ink Me vai marcar você.
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Sim, quem nunca por um momento ou outro deseja um mocinho todo machão por fora, mas um doce por dentro? Foi assim que me deparei com essa capa maravilhosa e a imaginação correu solta de como seria o desenrolar da história e acho que por isso as coisas não correram tão bem quanto eu imaginava.

Depois de ler a sinopse imaginei que seria um romance um pouco sofrido, mas cheio de superação e reviravoltas, protagonistas fortes e com muita garra, mesmo que tivesse ironia para dar e vender, com um passado conturbado e cheio de segredos que iriamos descobrir no decorrer da história.

Cara Wilson é uma mulher que já foi muito machucada na vida e carrega mágoas e culpas bem pesadas, no entanto mesmo estando na pior ainda arruma uma forma de se divertir com o amigo e vive um dia de cada vez. Por estar desempregada e não conseguir nada em sua área (a realidade de muitos), esse seu melhor amigo descola uma entrevista que não arranca grandes expectativas da moça, mas não custa tentar.

Derek Jones, também conhecido como Hammer, ou Ham para os preguiçosos, é um homem lindo, sexy e ama o que faz, tem um estúdio de tatuagem com o seu melhor amigo e possuem agenda lotada a perder de vista. Desbocado, irônico e um tanto explosivo tenta viver a vida intensamente sem se apegar a ninguém.

Cara e Hammer se conhecem logo na sua entrevista de emprego que foi bem digamos diferente, e creio que para mim foi aí que a coisa começou a desandar, a convivência dos dois se torna um morde e assopra e a atração começa a surgir, porém eles ficam naquela “ela é problema”, “não quero me apegar”, entre outras que os dois vão fazendo burradas e se distanciando um do outro.

Como casal, eu não pensei que fossem terminar juntos, até porque não senti que a química foi tão forte ou grande assim, e mesmo dizendo que não era nada sério, várias discussões e cenas de ciúme decorreram justamente disso, pois é, vai entender.

E tudo acontece ao mesmo tempo na história e tudo se resolve de forma surreal, digamos assim, o que me assustou um pouco, pois com tantos dramas pessoais e estresses e sentimentos mal resolvidos tudo fica bem num passe de mágica, e quando a maré fica mansa várias coisas, de novo, acontecem ao mesmo tempo e mesmo assim mais uma vez parece que foi uma chuva de verão.

O livro se divide em vários pontos de vista, não só dos protagonistas, como também de seus amigos, o que as vezes me deixava na dúvida do porque a autora colocava do nada outro personagem para narrar as coisas. Alguns dos personagens intragáveis que a autora tenta justificar seu comportamento e humaniza-los de alguma forma também não ficou legal, ou seja, a redenção não deu certo para uns e para outros foi como se o personagem não tivesse como não ir por esse caminho, e o final não ia ser o esperado.

Quando tudo parece se assentar, mas uma vez uma chuva de informações que se resolvem rapidamente, e eu confesso que eu já estava tipo: “claro que isso ia acontecer”. Seria triste dizer que gostei bem mais dos personagens secundários do que dos principais, sim seria, mas foi exatamente isso que aconteceu, tanto que quando a autora tentou dramatizar para mostrar que eles não eram tão legais assim pesou a mão e a minha reação foi que não precisava disso, e mais uma vez tudo se resolve num passe de mágica.

Ink Me foi um livro que eu realmente não sei se foi porque eu fui com muita sede ao pote, ou foram os personagens, realmente eu não sei, pois, a ambientação era bacana, as interações maravilhosas, uma vilã birrenta, teve drama, enfim tinha tudo para ser um baita livro, mas que me vi me forçando a continuar a leitura, e não vou mentir que pulei várias partes, pois achei desnecessárias e repetitivas.

Enfim, vi que tinha várias críticas boas e todo mundo elogiando bastante o livro, e acho que eu sou Do Contra, só pode, porque não achei isso tudo. Pesquisando sobre o livro acabei descobrindo que ele foi relançado por uma editora e parece que a história foi enxugada, pois as páginas diminuíram bastante, porém não sei se compro a nova versão para conferir não. E você, já leu??!! Me fala o que achou!
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