24 fevereiro 2014

A jovem de Esparta - Cristina Rodríguez



Título: A Jovem de Esparta
Título Original: La joven de Esparta
Autor: Cristina Rodrígues
Editora: Grijalbo
Número de Paginas: 592

Epopeya en clave histórica de una intrépida joven, habitante de Esparta en el 481 a. de C. que para vengar la muerte de su hermano se disfraza de hombre y se alista en el ejército. 

Las fascinantes aventuras que vivirá junto con los guerreros están excelentemente arropadas con la exhaustiva recreación de los usos y la cultura de la Grecia antigua: la instrucción militar de las mujeres, la homosexualidad entre soldados y una impresionante descripción de la batalla de las Termópilas, narrada con auténtico pulso cinematográfico, son algunos de sus atractivos ingredientes.
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Esparta, 481 a.C.

O desejo de vingar a morte do irmão leva Thyia, jovem cidadã de Esparta, a se unir ao exército como servo de Anaxágoras, intrépido guerreiro, a quem odeia com toda sua alma, já que o considera culpado por sua morte. Disfarçada de rapaz, ela se introduz em um universo proibido às mulheres e, servindo a seu amo, começa a conhecê-lo de uma perspectiva bem mais favorável.

Thyia participa da batalha de Termópilas, em que Anaxágoras acaba sendo preso e submetido à escravidão. Sempre sob seu disfarce, Thyia parte em busca do homem a quem aprendeu a amar e pelo qual está disposta a passar pelas mais perigosas aventuras.~
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A Jovem de Esparta da autora Cristina Rodrígues foi mais um dos livros que eu achei por acaso e me intrigou bastante. Eu tenho fascinação por livros históricos, seja medieval, regência, enfim deu para entender, mas o que ais me intrigou nesse livro foi que ele se passa em Esparta a polis Grega, também conhecida como a cidade que produzia os melhores e mais destemidos guerreiros. 

Thyia é uma jovem que tem um grande desejo de sair de Esparta e morar em Atenas, onde ela imagina ficar livre das guerras e tudo o que se refere a elas, e se isso implicar ficar longe do orgulhoso Anaxágoras melhor ainda, pois ela o detesta com todo o seu ser por ele ter virado o seu irmão Brásidas contra ela. 

Não sabia contra quem me sentia mais furiosa: contra meu irmão, porque se dobrava à vontade daquele bruto, contra Anaxágoras, porque tinha acabado com nossa cumplicidade e havia transformado Brásidas em um hoplita de comédia ou contra Delfia, por querer aquele animal! 
- página 23 - 

No entanto alguns acontecimentos fazem com que ela desista de se casar com um ateniense e forjar a própria morte para vingar a morte de seu irmão e matar o homem que foi responsável por essa tragédia: Anaxágoras. 

Uma história fascinante, que nos leva de volta à aquela época que tinha constantes guerras de poder e contra grandes exércitos, homens que não temem a morte e que o desejo de lutar é maior até mesmo do que suas próprias vidas. Intrigas, enganos e palavras mal ditas podem fazer com que um homem não veja o dia de amanhã. 

Thyia é uma mulher forte e decidida, mas também muito orgulhosa o que a torna um pouco cega para as coisas que acontecem ao seu redor. Traça um plano perigoso e arriscado, principalmente por uma mulher que não deve nem sonhar em segurar uma espada e muito menos lutar em uma guerra. 

Anaxágoras foi uma surpresa bastante agradável, até porque ele não é um mocinho convencional, ele é forte, destemido, arrogante e muito feroz, mas ele guarda alguns segredos que assim que veem a luz nos faz entender o que o tornou esse grandioso homem e guerreiro em que se transformou. 

No ano 481 a.C. em Esparta foi a época em que Xerxres (sim, ele mesmo!) estava com o seu exército  Persa pronto para atacar, invadir e tomar a Grécia, o que me lembrou imediatamente do filme 300, que aparece no livro sim, e é claro os 300 são os melhores guerreiros de Esparta que ficam ao encargo do rei.

— Os persas estão aqui! Todos aos seus postos! Eles estão chegando!
- página 298 -

Muitos fatos históricos estão presentes, como os templos, os oráculos, os sacrifícios e é claro os Deuses e a fé que seu povo tinha neles. Quanto aos relacionamentos da época também estão presentes sim e são retratados de maneira muito fidedigna e por incrível que pareça as relações homossexuais não são como as de hoje, o que me deixou as vezes aliviada e em outros momentos horrorizada pelo comportamento de certos personagens. 

Personagens fortes e cativantes que nos deixam encantadas com suas facetas, mas um aviso não se apegue muito a um personagem pois você não sabe se ele retornará para casa. Cristina Rodrígues me encantou com sua escrita e sua delicadeza ao passar fatos e costumes de um povo que viveu há tantos anos de uma forma tão realista quanto brutal da realidade de Esparta. 

Uma leitora densa e muito instigante, não é um livro que se possa ler para passar o tempo ou até mesmo uma leitura leve, não esse é aquele tipo de livro que o leitor tem que estar no clima da leitura e certo de que não é tão leve assim. O tipo de livro que divide opiniões e que deixa o leitor dividido quanto a lealdade e é claro imaginar que nem sempre o que se aparenta é o que é na verdade. Super Recomendo!

2 comentários:

  1. Nossa! Que achado hein? Gosto muito de história, e a Grécia antiga exerce muito fascínio em mim! Anotadinho!

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    Respostas
    1. Aiii o livro é muuuuuito bom Nani!!!

      Deixa um gostinho de quero mais sabe ;)

      :*

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