30 junho 2010

Falso Alarme - Tami Hoag



O barco desliza pelas águas calmas do hayou. Águas negras e paradas tão escuras como o céu nocturno. Tão escuras como o coração de um assassino. Na água erguem-se os ciprestes, fila após fila, sentinelas altas tão imóveis e silenciosas como a morte. Atrás deles, nas margens, os salgueiros-chorões, ramos curvados como se pelo desgosto, e os carvalhos com os seus troncos curvos e ramos retorcidos, parecendo coisas encantadas e imobilizadas para a eternidade num momento de agonia. E dos seus membros contorcidos pendem as barbas-de-velho, cinzentas, empoeiradas e rasgadas, como plumas de avestruz deixadas a apodrecer no sótão de uma mansão abandonada e em ruínas.

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